Segunda-feira

Max. 30 ºC

Min. 10 ºC

Ver Mais

Notícias

PT define agenda de mobilização para julgamento de Lula

28/12/2017

PT define agenda de mobilização para julgamento de Lula
Foto:

O Partido dos Trabalhadores (PT) definiu nesta quarta-feira sua agenda de atividades para acompanhar o julgamento da apelação do ex-presidente Lula, que foi condenado em primeiro Grau, pela Justiça Federal do Paraná, no chamado "caso do triplex". O julgamento ocorrerá na manhã de 24 de janeiro, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. A mobilização, de acordo com os dirigentes da sigla, não tem foco exclusivo nesta data, mas marcará o início de um movimento em defesa de eleições diretas com a participação do ex-presidente como candidato.
"Será o mais longo dos anos: 2018 começa no dia 1º de janeiro, mas ninguém sabe quando termina. A batalha será muito difícil, pois estamos diante de um estado de exceção no país, onde se tenta condenar um ex-presidente sem provas de que cometeu crime. Precisamos demonstrar que uma justiça seletiva não pode tirar o direito do povo brasileiro optar por Lula para ser presidente do Brasil", discursou o ex-ministro da saúde e vice-presidente nacional do PT, Alexandre Padilha. "A aliança que queremos construir em torno de Lula vai revogar esta reforma trabalhista que destruiu a CLT e vai retomar o patrimônio nacional que estão vendendo a troco de bananas", completou.
O ato na Capital reuniu na sede do SindiBancários, lideranças estaduais e regionais petistas, sob a intenção de estruturar uma posição de contraponto ao Judiciário, que poderá confirmar a condenação do ex-presidente, em segunda instância. "Vamos esclarecer a população de que a perseguição a Lula faz parte de uma agenda imposta contra a nação para retirar direitos sociais e trabalhistas. Vamos mostrar que o juiz Sérgio Moro não consegue comprovar as acusações contra Lula e provocar o povo a dizer se acredita em Moro ou em seu ex-presidente acusado sem provas", apontou o presidente estadual do PT, deputado federal Pepe Vargas.
Atividades iniciam no dia 13 de janeiro
As atividade terão início em 13 de janeiro, quando o partido pretende realizar atos públicos em diversos municípios e instalará, em suas sedes, comitês em defesa do direito de Lula concorrer em eleições dirertas. A partir de 22 de janeiro, o partido espera receber, em Porto Alegre, caravanas de diversos Estados brasileiros e fazer com que os participantes atuem junto à população propagando ideias de oposição à agenda política de Michel Temer (PMDB).
"Como pode um ministro (Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo de Temer) admitir compra de votos no Congresso para projetos antipopulares. A mesma Justiça não interfere nisso? É um absurdo total, que nos leva a crer na insegurança sobre a independência do Poder Judiciário", disparou outro petista, já em conversas informais.
A ideia é concentrar milhares de pessoas diante do TRF4 desde a manhã do dia 23 de janeiro e fazer com estas pessoas permaneçam mobilizadas até o dia seguinte. No dia 25 de janeiro, a executiva nacional se reunirá em ato onde pretende ter a presença de parlamentares federais e governadores para reafirmar o apoio a Lula, mesmo com a condenação confirmada pelo Judiciário.
Lei de Marchezan
Outro tema que esquentou o debate dos petistas sobre o julgamento da apelação do ex-presidente Lula, em Porto Alegre, é a lei aprovada na Câmara de Vereadores da Capital, por proposta do prefeito Nelson Marchezab Júnior (PSDB), que estabelece restrições contra manifestações na cidade. "É uma aberração anticonstitucional e precisa ser combatida em todas as frentes", apontou o ex-presidente estadual da sigla e atual prefeito de São Leoipoldo, Ary Vannazi.

Fonte: Correio do Povo

Comentários

Mais Notícias

Ver todas